
Que criaturas mais doces essas donzelas que ostentam plumas, paetês, boás - ou aquelas estonteanes estolas de penas -, sem contar a maquilhagem marcada, com os lábios quase negros e sobrancelhas finíssimas.
Pois é, elas são as chamadas "FLAPPERS", "MELINDROSAS", ou ainda "BURLESCAS", como preferirem.
A questão é que essas mulheres que viveram entre as décadas de 1920/1930 tinham muito a dizer, fazer e acontecer...além de darem muito o que falar.
O início da década de 1920 trouxe consigo um pensamento feminista e libertário, no qual as mulheres aderiram aos ternos e vestimentas neoliberais. Era comum a presença das "flappers" em boates e clubes de jazz da época. Os cabelos eram obrigatóriamente curtos (sabe aquele corte que se popularizou dentro do mundinho "indie"? aquele utilizado pela personagem Amelie Poulain, com franjinha bem curta, pontas compridas na frente e nuca bem aparadinha), podendo aderir às madeixas extremamente lisas ou com ondas - este fixador de "ondas" da época era uma espécie de grampo gigante, que prendia o cabelo por horas a fim de obter o resultado ideal; décadas depois, esse "instrumento" mágico e um tanto quanto trabalhoso era encarregado também das ondas e cachos dos cabelos das pin ups!
As jovens idealistas dançavam ao som do jazz, mediador da turbulência política, civil e cultural da época.